Itinerários do poeta e dramaturgo Rudinei Borges

O poeta e dramaturgo Rudinei Borges em Buenos Aires, Argentina - julho de 2012
O poeta e dramaturgo Rudinei Borges em Buenos Aires, Argentina – julho de 2012

A criação literária, teatral e filosófica de Rudinei Borges notabiliza-se, sobretudo, pela investigação do encontro como categoria existencial. A partir deste parâmetro, a memória surge marcadamente como a matéria mais relevante na tessitura da obra deste autor. Epifanias que eclodem de lembranças, as mais antigas, desvelam composições poéticas advindas de narrativas de vida: autobiográficas ou não. É o que ocorre desde o lançamento de seu primeiro livro “Chão de terra batida” (2009), que despertou o interesse de críticos como Affonso Romano de SantAnna.

Rudinei Borges é dramaturgo, poeta e ficcionista. Ator e diretor de teatro. Nasceu em Itaituba, interior do Pará, onde iniciou a sua formação teatral e formou-se ator, integrando cursos oferecidos pela Secretaria de Cultura, e participando de movimentos sociais e comunidades de base.  Em São Paulo, integrou o Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT) e cursos do Teatro Escola Macunaíma e da SP Escola de Teatro. Coordenou montagens cênicas em comunidades periféricas como Casa Blanca e com moradores de rua. Formou-se em Filosofia no Centro Universitário Assunção e pós graduou-se em Comunicação e Mídia.  Atualmente, conclui o curso de mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) com pesquisa em Filosofia do Encontro em Martin Buber.

Em 2010, escreveu e dirigiu a peça “Poetas de vidro” e, no ano seguinte, foi contemplado pelo Concurso de Texto Inédito de Dramaturgia do Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo. Em 2012, com o apoio do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) da Prefeitura de São Paulo, escreveu e dirigiu a peça “Chão e Silêncio”, pesquisa poético-memorialista do Núcleo Macabéa, grupo de teatro com residência artística na favela do Boqueirão, na zona sul.  Em 2013, também com apoio do VAI dirige a montagem de “Agruras: ensaio sobre o desamparo”, peça de sua autoria. É de sua autoria também textos ainda não publicados como: “Alzira”, “Rosalva”, “Eva”, “Dois meninos e uma lamparina”, “Memorial do cais”, “Pássaros sem foices”, “O livro da embriaguez”, “Olhos do menino saathan” e “O menino morto em Sarajevo”.

Rudinei Borges atuou de 2011 a 2013 como pesquisador e dramaturgo na Trupe Sinhá Zózima, trabalho que resultou na feitura do livro “Teatro no ônibus: pesquisa cênica da Trupe Sinhá Zózima” e no texto dramatúrgico da peça “Dentro é lugar longe” e na organização do livro “Fagulhas”, ações contempladas pelo Programa de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.

Texto: Sidnei Ferreira de Vares (Doutor em Filosofia da Educação pela Universidade de São Paulo – USP)

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